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Exposición de Miguel Luengo "Piel"

Martes 30 de Mayo de 2006

Vida e obra de Miguel Luengo: Fui o primeiro a saber de Miguel Luengo. Ele como Jonas, tinha sido devorado pela baleia e eu fui o primeiro a vê-lo quando foi devolvido à praia. Tinha a ingenuidade e a curiosidade do recém-chegado e, no entanto, trazia debaixo do braço um caderno de desenhos que falavam do essencial.

Ao que parece, noutra vida teve essa sorte de contactar com o mundo que lhe permitiu detectar a autenticidade. Não cabem dissimulações, nem convenções, nem enganos ou hipocrisias. Estamos ante o fiel da balança. E é por isso, que os desenhos as pessoas ou as personagens com o seu verdadeiro rosto, longe da rotina que impõe os deuses ou os sistemas produtivos. Aparece neles a besta sem estridências mas sem que nos dê medo porque, com rapidez, nos reconhecemos: é a alma humana, o nosso mesmo palpite, a nossa essencialidade. Nestes desenhos, daquela remota época onde se apresenta o universo de Bosco com traços de Mafalda está o mais além, o passo à frente, a transgressão dos valentes, a vergonha dos vencidos: a ambivalência das coisas. Para Miguel é certo que como reza o hino, não há deuses, nem reis, nem tribunos. É um iconoclasta e põe as coisas no seu sítio: não divinizemos nada, nem adoremos o bezerro; em todo o caso cabe o sorriso irónico do entendimento e da lucidez: “Prefiro ser desgraçado contigo que feliz com outra”.

Poderíamos tentar uma biografia à maneira de Miguel Luengo, mas não há constância documental do seu nascimento, nem há constância da sua passagem pela escola ou pela universidade. Só sabemos que um dia apareceu entre nós para aumentar a nossa fortuna – nossa inteligência. Os seu olhares, as suas palavras e os seus silêncios são traços que continuamente enchem telas de autênticas obras de arte. A este tenor teríamos que dizer que a sua obra é inteligente. Esta obra completa-se com essa série de desenhos de uma remota e ignota época e centenas de quadros com formas e cores únicas.

“Piel” É esta uma série de nus de mulher, com homens nus em algum caso ou com gato, onde o artista, uma vez mais, não se submete ao modelo. Miguel Luengo expressa o seu mundo e triunfa uma vez mais sobre a imposição das formas rígidas. Desta maneira leva os modelos a esse terreno próprio onde se convertem em arte transcendente: são as suas formas e as suas cores. Sim são as suas formas e as suas cores mas, também os nossos porque tem a virtude e a força de conectar com os nossos órgãos e até diria eu, com o nosso sistema endócrino. Também com a alma. Miguel for ever.

Lugar: Pub Miró – Vila Nova de Cerveira (Portugal) Fechas: Del 1 al 30 de junio de 2006

Alfonso Carvajal Garcia-Pando Vice-reitor de Alunos Universidade de Valladolid

Redactado por Redacción el Martes 30 de Mayo de 2006
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